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quinta-feira, 25 de junho de 2009

É sério! Esse lixo vai aonde?


Lixo é coisa muito séria por aqui, e deve ser tratado com a devida atenção.
Nada de misturar as coisas: comida com vidro, plástico com papel, etc

A coisa funciona assim:

Lixeira marron para orgânicos recicláveis, neste jogamos restos de alimentos, como cascas de frutas e legumes, ossos, espinhas de peixe e por aí vai.
Lixeira preta para não recicláveis, mas não é para qualquer um, serve para as fraldas descartáveis, absorventes higiênicos, guardanapos e coisas do gênero.
Lixeira verde para os papéis e papelão. Coloco todo tipo de propaganda, jornal, embalagens maiores, como caixa de pizza.
Saco amarelo é dado pela prefeitura e serve para embalagens recicláveis como latas, embalagens plásticas, caixinhas de papelão (suco e leite por exemplo).
Garrafas pet’s devolvemos no supermercado e recebemos EUR 0,25 referente ao reembolso, já que pagamos esse valor a mais, na compra deste item.

Nos bairros há vários “trios de caçambas” estas são para os vidros, sendo uma para vidros transparentes, outra para vidros marrons e a terceira para vidros verdes.
No mesmo local destas caçambas encontramos uma quarta, onde são depositadas roupas para doação.

E para as quinquilarias maiores como móveis e eletros há datas predefinidas, onde um caminhão passa recolhendo tudo.

Pense na situação:
- Este lixo vai para lixeira marron, este na lixeira preta, aquele vai para o saco amarelo, separa este vidro para a caçamba...
- O caminhão de lixo da lixeira verde é um, da marrom outro e da preta um outro ainda.
- Que dia passa o lixeiro do saco amarelo mesmo?

Se dá muito trabalho?

Confesso que no começo ficamos um pouco atrapalhados, mas agora essa organização está em nossa rotina e acabamos separando tudo automaticamente.

Não dá trabalho nenhum!

Apesar do Brasil não ter este sistema de separação do lixo, é possível sim, contribuir com a redução, reutilização e reciclagem.

O tema é extenso, então convido o querido leitor a visitar o CEMPRE (Compromisso Empresarial para Reciclagem) no seguinte site:http://www.cempre.org.br/

Lá você encontrará várias dicas, inclusive cooperativas de reciclagem que retiram o "lixo" em sua residência.

Pensar globalmente, agir localmente - Que tal adotarmos esta idéia?

Com certeza o nosso planeta agradece!

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Lendas Brazucogermânicas : A Manteiga


Esta, ouvimos de um grande amigo que fizemos aqui, mas antes de começar a história tenho que explicar uma coisinha:

Manteiga aqui na Alemanha chama-se Butter (pronuncia-se búta)
Portanto Manteiga = Butter (búta) – Gravou?
Agora, vamos ao conto...

Certa vez, uma conterrânea nossa, recém chegada e que não falava nada de alemão, foi ao supermercado fazer sua comprinha.

Desta comprinha, ainda faltava um item: manteiga.
Nossa heroína então pede ajuda a uma funcionária....

- Olhe, tem manteiga aí?
- Wie bitte? - (Claro que a funcionária não entende e pergunta - Como, por favor?)
- Estou querendo manteiga. Tem?
- Wie bitte?
- MAN-TEI-GA , entende não? Quero MANTEIGAAAA.
- Wiiiiie biiittee?
- Cara......mba! É MAN-TEI-GA! MANTEIGA, aquela coisa amarela de passar no pão.

A funcionária , muito solícita, busca os mais diversos itens , claro que menos a manteiga, impaciente nossa brazucaheroína esbraveja:

- PUTA Q..P! - de repente é interrompida.
- Ahhhhh! Butter... (lê-se búta, lembra?) associa a funcionária com a palavra xingada anteriormente.

Finalmente nossa heroína consegue sua manteiguinha, e ainda sai dizendo:
- Afff!!!!Esse povo aqui só trabalha na base do xingo!

Nós não chegamos a este extremo, mas já confundimos algumas coisas na hora da compra.

Mas este conto, ficará para outro dia.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Vamos brincar com as fotos?



Eu amo fotos! Não nasci no japão, mas carrego a câmera para onde vou.
Como mãe, não quero perder nenhum momento do meu pequeno, seja com ele puxando a toalha da mesa e derrubando todos os pratos no chão (fato verídico!) ou correndo atrás de algum gato transeunte.
Por isso, a velha câmera está sempre a posto, bateria carregada, fácil acesso, ooopss.... diga X!

Melhor que imortalizar os bons momentos através das fotos, é poder brincar com elas.
E muito melhor é que isso não requer experiência e tão pouco habilidade.

Há diversos sites, onde se pode fazer as montagens que variam de bonitas até divertidas, e isso de forma muito simples e de GRAÇA!

Dos vários sites que existem, selecionei estes:

http://www.insightsnaweb.com.br/meuscrap/
http://www.loonapix.com/pt

Que tal nos aniversários , em datas festivas como Natal personalizar seu cartão ou scrap?

Somente um aviso: Isso vicia, quando você começa não pára mais.

Bom divertimento!

domingo, 14 de junho de 2009

Ah, a linda neve!


Que sensação de paz, ao ver a paisagem branca pela neve.

Não sou fã de “A primeira neve a gente nunca esquece” (sei lá onde ouvi isso), mas é um cenário realmente lindo. Ficamos encantados!

Agora pára tudo! Já sabemos que é lindo, então vamos para próxima página:


Neve derretida = barro para todo lado
Da porta para fora tudo lindo. Da porta para dentro a sujeira é grande.

Nesta época, é costume as visitas tirarem os sapatos ao entrarem em casa.
Mas nós, recém chegados não sabíamos deste parênteses e, eu muito boazinha e educada, dizia: Não precisa tirar o sapato, entre por favor.

Claro que, quando a visita ia embora, “a dona Dita” aqui, ia limpar tamanha lambança no chão.

Mas aprendi minha lição. Em tempos de neve, vamos tirando o sapato galera!

E o frio? Mas frio mesmo! Daqueles de congelar a ponta dos dedos.
Mas se não houvesse “esse frio todo” não haveria a neve, não é mesmo?

Outra lição aprendida: Sol no inverno, não significa calorzinho nem de perto.
Num belo dia de sol (e neve) resolvemos sair para passear, bebê agasalhado no carrinho, coberto até o último fio de cabelo, todos devidamente encasacados.
Mesmo usando luvas, voltamos com os dedos das mãos congelados. Corre por na água quente!
Ah a neve! A linda neve! Muito lindo mesmo, mas passeio no inverno, só se for de carro e muito bem aquecido.

sábado, 13 de junho de 2009

Chegando finalmente




Após 11 horas de vôo, mais uma conexão de 2 horas, o avião finalmente aterrissou em Zuriche.

Pobre das nossas malas! Chegaram despedaçadas. Culpa totalmente nossa que socamos roupas e objetos até não poder mais. Acreditem, trouxemos até o berço e cadeirão nelas.
Imaginem a cena de uma pessoa pulando sobre a mala para fechar. Bom, esses éramos nós.

Mas aproveitando o assunto das malas, gostaria de deixar registrado um agradecimento ao nosso anfitrião (apesar que ele não fala nem entende português) que muito gentilmente nos buscou no aeroporto e nos deixou em casa.

Agradecemos muito pelo esforço e principalmente pela força.

Claro que nós sentimos muito por seus olhos quase terem saltado das órbitas ao pegar nossas destroçadas malas para por no carro.
Mas também deixo registrado que não tivemos culpa por você, gentil anfitrião, ter calculado mal o espaço no carro, sendo obrigado a ter que tirar tudo e arrumar novamente de uma forma melhor.

Será que ele pensará duas vezes antes de buscar alguém de mudança, mala e cuia no aeroporto?

A Partida




  1. Após uma triste despedida de nossos parentes no aeroporto de Cumbica no dia 29/12/2008, seguimos rumo ä nova vida, escolhida por nós.

    Eu não sou fã de aviões, para não dizer apavorada com este meio de transporte, mas no meu primeiro voo internacional, não lembrei deste detalhe...

    Meu lindo bebê de 13 meses, super curioso com tudo e com todos, não parou um momento, e para ajudar sua mamãe esquecer a altitude e longa viagem resolveu dar (ou melhor fazer) uma forcinha, que consistia em borrar a fralda.
    Imaginem minha situação, um bebê que não era muito pequeno e que não pára nem para trocar as fraldas, naquele minúsculo banheiro de avião.

    Lá fomos nós, para o minúsculo banheiro, claro que fui na classe executiva, já que os banheiros da classe econômica tinham fila. Essa tentativa deu certo, mas três pessoas no banheiro não foi uma idéia muito boa, pois não conseguíamos nos mexer – Imagine - eu, bebê e maridinho no cubículo banheiro.
    Depois de muito esperneio e muito suor, conseguimos enfim trocar a famigerada fralda.

    Mas o exercício não pararia por aí, minutos depois o cheiro de cocozinho recém fabricado e embalado na fralda voltava ao ar.
    Desta vez, minha invasão a classe executiva foi descoberta, a comissária mandou-me de volta para classe econômica, e lá fui eu para a fila do banheiro. No primeiro momento, achei que alguém tinha morrido lá dentro, pois a pessoa não saia nunca!

    Ah!!! Finalmente minha vez, lá fui eu trocar a inebriante fralda.

    De volta a minha poltrona pensando em descansar, deixamos o bebê brincando, quando pouco tempo depois... nova fabricação de brotherzinhos! (Hoje penso não foi planejado!)

    O terceiro desafio da troca de fraldas não foi muito diferente do segundo: Fila, demora, aperto...

    Lições que ficaram:

    1. Às vezes, merdas acontecem.
    2. Dois corpos não ocupam o mesmo banheiro de avião (a não ser que o segundo caiba no trocador
    ).

Bem vindo!


Olá caros amigos,

Difícil explicar o motivo deste blog, acredito que escrever seja uma terapia e tenho gosto pela coisa, então por que não compartilhar com vocês alguns pensamentos, experiências e histórias vividas aqui na Alemanha.

Aos poucos estamos descobrindo este país, sua cultura e costumes, a maioria muito positiva, mas algumas coisinhas negativas, afinal ninguém é perfeito.

Quem sabe, alguém aí do outro lado se identifique ou até aproveite alguma linha que seja das nossas experiências.

Enfim, espero que gostem e visitem de vez em quando.

Enorme beijo,
Regi& Cia