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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

E lá se vai o verão :´(

O outono já chegou e com ele a gripe. Nós três pegos por este vírus que não nos deixa, já percebemos a mudança do clima. Os dias continuam ensolarados e frios também.

Mas o assunto aqui é outro, o lindo e ensolarado verão. Ah!!! já estamos com saudades do verão, com seus dias mais longos, um calor agradável, crianças brincando nas ruas, pessoas mais felizes...e nós, atentos a tudo, inclusive às roupas usadas pelo pessoal.

Não pudemos deixar de notar a moda predominante e os belos modelidos transeuntes pelas ruas germânicas. Para quem associou “modelitos” a algo feminino, como minissaias, vestidinhos, shortinhos curtíssimos... Acertou em parte.

Vimos muitos shortinhos curtíssimos e apertadíssimos por aí, estilo Carla Perez no início do É o Tchan, mas não vestiam exatamente as moçoilas...

Você, amigo leitor, já deve ter visto
os shorts dos ciclistas profissionais. Os homens germânicos (sim são os homens que usam os minishorts) não se acanham em usá-los, já que a bicicleta é um dos principais meios de transporte, mas por aqui são bem mais curtos e com a almofadinha na parte traseira para aliviar o "popozão" do assento da bicicleta. Então é muito fácil encontrar esses modelos de shorts desfilando em todos os lugares. Outra diferença é que nas competições geralmente são de cor preta, como no verão tudo é mais alegre, podemos ver os rapagões com seus shortinhos em amarelo, verde limão, azul turquesa e por aí vai.

Alguns até usam as calças de lycra, que poderia matar o Zezé de Camargo de inveja, de tão apertada.

Mas não para por aí... Aquela calça jeans velha e surrada no fundo do armário também pode se tornar um belo short, sendo cortada no limite de virar uma micro saia.

O curioso é que esta moda é vista entre os mais velhos, alguns bem atléticos, não posso negar, já outros...

Nas ruas as mulheres são mais comportadas, nas cidades maiores usam biquíni nos parques, nas cidades menores como a nossa, cuidam do jardim de camiseta e calcinha.

Há também os balneários, onde após certo horário, o nudismo é permitido (a galera vai como veio ao mundo na piscina, sauna, etc) além de parques somente para esta finalidade.

Para nós é muita modernidade, não aderimos a nenhum item acima!

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Alemão - Esse idioma desconhecido

Peço desculpas pela ausência. Longe por um tempo, somente agora pude voltar a escrever, então vamos ao que interessa...

Mudando de país, nos deparamos com algumas diferenças e dificuldades, como as leis e costumes.

Mas a principal dificuldade, sem dúvidas, é o idioma.

Para mim, que ainda não sei nada deste "idioma facílimo", muitas vezes o mimiquez é necessário. As conversas ficam até engraçadas.

Por exemplo: A professora do Luiz Gustavo me pergunta se ele está melhor da gripe, então respondo: Luiz ist coof, coof (som de tosse, para dizer que ele está tossindo).

As vezes me sinto uma Tarzã, mas "ugabugas" a parte, brasileira que sou, não desisto nunca, tento me virar como posso.

A dica que deixo é sobre cursos on-line, e (palavrinha que adoro) GRATUITOS.

Um curso que gosto e que achei de fácil compreensão é o Deutsch – warum nicht? (Alemão - Por que não?)

Claro, não ficarei fluente somente com este curso, mas ajuda a compreender expressões e até entender o contexto das conversas.

E o que mais gosto neste curso: A historinha. É uma espécie de rádio-novela que ensina alemão rs rs

O site é este: http://www.dw-world.de/dw/0,,2595,00.html

Que tal uma tentativa? Você pode descobrir que o idioma alemão não é tão difícil quanto pensava.

Ah, antes que me esqueça, em alemão tosse é Husten.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Ford Fiesta 1991 – Ame-o ou deixe-o


Passado um mês na Alemanha, fomos descobrindo alguns inconvenientes, por exemplo a história do financiamento.
Precisávamos de um carro, pois encarar o frio a pé não era nada fácil, ainda mais com criança, mas para nossa decepção não podíamos fazer nenhum tipo de financiamento, pois muitas lojas exigem um mínimo de 6 meses de residência no país.

Sem muita grana e querendo economizar para a compra definitiva do nosso carango, resolvemos então alugar um carro.

Através de um colega de empresa, meu maridinho conseguiu por um preço razoável alugar um Ford Fiesta 1991...Por fora estava bem velhinho e acabado... Por dentro idem!

Situação 1:
Dia de pegar o citado automóvel, volta para casa, parada para abastecer.
Como por aqui não existe frentista, cada um que abasteça seu carro.
Meu heróico marido desce do carro, abastece, vai até a lojinha, paga pela gasosa, volta ao carro...ué, a porta não abre? Força de um lado, força de outro sem sucesso, depois de muitas tentativas em vão e de estar quase congelando naquele frio qual a solução? Entrar pelo porta malas, fazer o quê?
Se alguém viu deve ter pensado: - O que este doido está fazendo????

Situação 2:
Domingão de sol, que tal dar um pulo na Suíça, que está super próxima mesmo? Tem um lugar lindo lá e aproveitamos para abastecer, já que lá a gasolina é mais barata, por que não aproveitar?
Lá vamos nós, passeamos, curtimos o dia na volta a paradinha para abastecer, desce do carro (como os frentistas fazem falta) ué, o tanque de gasolina não abre? Força de um lado, força de outro....Ops! A chave quebrou! Sem desespero. Pega o alicate e vai com jeitinho. (olha a fila para abastecer aumentando) Calma, muita calma. Paciência! Prontinho, abriu! Ufa!!!

Situação 3:
Dia de mercado, vamos às compras.
Voltando com carrinho cheio, vamos abrir o porta malas. Ah Não!! (adivinhe só) o porta malas não abre. – Aperta o botão para abrir, tenta com a chave, liga e desliga o carro.
Deixa para lá, põe as compras na frente!

Sem falar que o velocímetro somente marcava 40 km/h e que o carro só começava a aquecer quando estávamos chegando no destino...Aí que frio!!!

Graças a Deus, hoje isso é passado. Já temos veículo próprio. Mas quer saber! Esse carrinho rendeu uma boa história.

domingo, 9 de agosto de 2009

Lendas Brazucogermânicas – Ih! Fiquei trancado...e por fora!

Neste novo conto, nós mesmos somos os protagonistas.
E acabou de sair do forno, pois aconteceu hoje mesmo!

Domingo de sol, um dia lindo para passear, resolvemos dar uma volta com Luiz Gustavo no parque. Quem tem filho sabe, para ir ali pertinho, é necessário várias coisas como, fralda, suco, brinquedo, carrinho de passeio, chupeta, bonezinho para proteger do sol, e mais um etc.

Antes de continuar, um pequeno detalhe que não posso deixar de explicar:
Todas as portas, ou pelo menos a maioria delas, fecham pelo lado de fora sem o auxílio da chave. Basta bater e pronto...está trancada!

Continuando....

Saímos com toda a “tralha” para fora, mas um item importante ficou do lado de dentro, na escada de uso comum: A minha bolsa com a chave da porta.

Conclusão: Jesuuuuussss!!! Estamos trancados do lado de fora!!! E agooooooora??????
Nosso vizinho de apartamento não está em casa, e só temos ele de vizinho, já que são apenas duas residências.

Mas uma coisinha que, não só nosso vizinho, mas a maioria dos alemães fazem, é deixar as janelas entreabertas no basculante.

Então qual a solução? Nosso vizinho não está, mas a janela da casa dele está aberta.... Claro!Basta abrir a janela do cidadão para entrar e abrir a porta. Simples assim!

Pois foi isso que o Anderson fez! Entrou na casa do vizinho pela janela, e como a porta abre por dentro sem o uso de chave, foi fácil sair, pegar a bolsa na escada e abrir a porta de saída.

Ufa!!!! Um final feliz.

Moral da história:

Somos brasileiros e não desistimos nunca!
De meliante e louco, todos temos um pouco.

sábado, 1 de agosto de 2009

Não vou me acostumar – Atravessando a rua

Desde criança aprendemos que devemos parar, olhar para os dois lados e atravessar a rua, não é mesmo?

Nas faixas de pedestres por aqui não é preciso, os carros devem dar a preferência sempre para os pedestres.

Vejo o pessoal atravessando sem pestanejar, mas eu ainda não consigo.
O carro vem, espero ele parar e depois atravesso, o instinto de sobrevivência fala mais alto, ainda mais de quem morou na Grande São Paulo.

Outra coisa é que não ouço buzinas.
Certa vez, eu numa estradinha andando de bicicleta, nem reparei que tinha um carro atrás de mim. Se eu não o visse, provavelmente me acompanharia até ter a oportunidade de ultrapassar, mas buzinar nem pensar.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Lendas Brazucogermânicas: Na banheira

Apesar do título, posso assegurar que não é lenda, aconteceu meeesmo!
Não posso escrever com a riqueza de detalhes que me foi dito, então resumi assim:

Um dos nossos compatriotas batalhadores, de origem muito humilde no Brasil, veio parar aqui na Alemanha, não por força do destino, mas pelo seu trabalho e perseverança.

Seu início não foi nada fácil, pois como disse, teve uma vida muito humilde e com poucas condições, chegou neste país como estudante, mas sem falar uma palavra de alemão

Primeiro apartamento alugado, que grande vitória! E para comemorar, que tal um banho de banheira bem espumante. Por aqui é comum todo o banheiro ter uma banheira.

Nosso herói abre a torneira para encher a banheira, lembrando as cenas dos filmes onde os protagonistas entram debaixo da espuma, brincam e relaxam! – Vou fazer como a Júlia Roberts naquele filme “Uma Linda Mulher” – pensa.

Banheira quase transbordando de água – Mas com o quê vou fazer a espuma? Se pergunta.

Olha a despensa e encontra vários produtos de limpeza ... Hummm, e porque não? Pega detergente, sabão em pó, desinfetante, sapólio, amaciante e tudo mais que possa fazer espuma.

- Acho que isso serve. Quero muita espuma meeeesmo!

Produtos lançados à água, uma chacoalhada e enfim a deliciosa espuma... Uma musiquinha para relaxar, entra na banheira, brinca com a espuma, bastante espuma, tapa o nariz e vai para baixo d’água... Espera aí...Mas que coceira é essa? Nossa!!! por que o meu ouvido está queimando, que embrulho no meu estômago.

Nosso herói pula para fora da banheira assustado e liga para a polícia pedindo socorro.

No desespero e péssimo alemão, consegue passar seu endereço.
Em sua porta, a ambulância que o leva para o hospital mais próximo, e lá chegando, ninguém consegue compreender o seu problema.

Então o policial lembra de uma conhecida brasileira que mora alguns anos na cidade e pede para que ela vá ao hospital ajudá-los como intérprete de nosso desesperado compatriota.

Quando ela chega, nosso brazucoherói começa a relatar desde o começo todo acontecido, nossa amiga brazuca traduz simultaneamente e... Antes de qualquer atendimento, todos caem na gargalhada!

Graças a Deus, no final tudo terminou bem e nosso herói aprendeu que nem tudo que faz espuma serve para o banho.

sábado, 11 de julho de 2009

Enquanto isso no supermercado...

Talvez você já tenha participado desta cena:
Indo as compras, supermercado lotado você já impaciente, dá mais uma volta no estacionamento e nada de vaga. Mais ao longe, finalmente, a vaga tão procurada, mas vê que algum santo deixou o carrinho de supermarcado lá no meio, atrapalhando.
Tudo bem eu sei, a cena acima foi um pouco dramática.
Mas quem nunca viu um estacionamento de supermercado cheio de carrinhos largados de qualquer forma?

Aqui a coisa é diferente, ninguém deixa carrinho largado a própria sorte no meio do estacionamento.
Depois de guardar suas comprinhas em seus respectivos veículos, todos levam o carrinho ao seu espaço correspondente, aquele cobertinho e que não faço idéia do nome (se alguém souber me diga por favor).
É muito difícil alguém por aqui, deixar o carrinho largado no meio do estacionamento.

Se fazem isso por educação? Não faço idéia!

Acontece que existe todo um sistema , digamos monetário, para se retirar um carrinho:

Você vai até a casinha dos carrinhos de supermercado (batizei assim aquele lugarzinho), onde todos estão presos uns aos outros por uma corrente.

Para soltar o desejado carrinho, é necessário o depósito de EUR1,00 num compartimento desta corrente, dessa forma o carrinho se solta e você poderá fazer sua comprinha feliz da vida.
Detalhe, este EUR1,00 fica preso ao seu carrinho todo o tempo.

Na volta basta deixar o seu "veículo mercadológico" no mesmo local e ter devolvida sua rica moedinha.
Simples assim!

terça-feira, 7 de julho de 2009

Não vou me acostumar - Frutas


Algumas coisas são difíceis para se acostumar, eu por exemplo, ainda não acostumei com as frutas.

A maioria das frutas são importadas e muitas vêm de longe.
Por exemplo, aqui temos manga do Brasil, que delícia! Não pensei duas vezes e comprei!

Mas que decepção, uma manga verde e amadurecer fora do pé não é a mesma coisa.

E o abacate? Colhem o coitadinho anão e duro. Acho que os alemães nem sabem que essa fruta fica maior e mais macia. Detalhe: Só o comem salgado em saladas com muito vinagre.

Melancia por fora é uma beleza, mas por dentro uma tristeza! Sem gosto e ressecada.

Isso sem falar nos preços, muito mais caros. O mamão papaya nem tive coragem de comprar ainda.

Claro que temos as frutas típicas daqui, como maçã, pêra e diversas frutas vermelhas que eu nem sabia que existiam. Estas sim são uma delícia e os preços são razoáveis.

Mas com exceção da banana, que amadurece bem depois de colhida, todas as outras são “uóóó”.

Deus salve o solo do Brasil!!!

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Primavera - Pássaros, flores e conversíveis

Primavera!!! Há magia no ar. Tínhamos muito frio, de repente... puf... cadê a neve?
Os campos ficam verdes, os pássaros revoam, crianças desentocando de suas casas.
As pessoas também mudam ... ficam mais alegres e bem humoradas.
Podemos ver os jardins floridos.
Janelas com lindas floreiras coloridas.

Junto com todo esse cenário multicolorido, reparamos em algo, que para os alemães é tão primaveril quanto uma bela fachada florida: Os carros conversíveis.

Sim, conversíveis de todos os tipos, acredito que todos têm um em casa e contam os dias para poder dirigí-los e aproveitar até o último segundo de um dia ensolarado e quente, principalmente após um longo inverno.

Cabelos ao vento, vamos correr pela Autoban, ou que tal desfilar por alguma cidadezinha próxima? Capota erguida, vamos lá! Até costumam deixar o carro assim, todo aberto na rua ou estacionamento, não há perigo de roubo mesmo.

Mas sabe o que é realmente muito legal?

Imagine a cena:

Estamos numa sorveteria, passeando, curtindo a temperatura agradável e vendo o movimento. Vários conversíveis estacionados (todos com capotas erguidas, claro) e seus donos pelas sorveterias ou cafeterias, jogando conversa fora com os amigos, quando de repente uma trovoada, CABRUM!!! (era pra ser som de trovão) sem mais nem menos cai uma pancada de chuva e....
CORRE, CORRE GALERA, CORRE PARA FECHAR A CAPOTA DO CARRO!

Sorvete de casquinha – EUR 1,00
Ver a galera sair em disparada pra salvar os conversíveis da chuva: Não tem preço!

quinta-feira, 25 de junho de 2009

É sério! Esse lixo vai aonde?


Lixo é coisa muito séria por aqui, e deve ser tratado com a devida atenção.
Nada de misturar as coisas: comida com vidro, plástico com papel, etc

A coisa funciona assim:

Lixeira marron para orgânicos recicláveis, neste jogamos restos de alimentos, como cascas de frutas e legumes, ossos, espinhas de peixe e por aí vai.
Lixeira preta para não recicláveis, mas não é para qualquer um, serve para as fraldas descartáveis, absorventes higiênicos, guardanapos e coisas do gênero.
Lixeira verde para os papéis e papelão. Coloco todo tipo de propaganda, jornal, embalagens maiores, como caixa de pizza.
Saco amarelo é dado pela prefeitura e serve para embalagens recicláveis como latas, embalagens plásticas, caixinhas de papelão (suco e leite por exemplo).
Garrafas pet’s devolvemos no supermercado e recebemos EUR 0,25 referente ao reembolso, já que pagamos esse valor a mais, na compra deste item.

Nos bairros há vários “trios de caçambas” estas são para os vidros, sendo uma para vidros transparentes, outra para vidros marrons e a terceira para vidros verdes.
No mesmo local destas caçambas encontramos uma quarta, onde são depositadas roupas para doação.

E para as quinquilarias maiores como móveis e eletros há datas predefinidas, onde um caminhão passa recolhendo tudo.

Pense na situação:
- Este lixo vai para lixeira marron, este na lixeira preta, aquele vai para o saco amarelo, separa este vidro para a caçamba...
- O caminhão de lixo da lixeira verde é um, da marrom outro e da preta um outro ainda.
- Que dia passa o lixeiro do saco amarelo mesmo?

Se dá muito trabalho?

Confesso que no começo ficamos um pouco atrapalhados, mas agora essa organização está em nossa rotina e acabamos separando tudo automaticamente.

Não dá trabalho nenhum!

Apesar do Brasil não ter este sistema de separação do lixo, é possível sim, contribuir com a redução, reutilização e reciclagem.

O tema é extenso, então convido o querido leitor a visitar o CEMPRE (Compromisso Empresarial para Reciclagem) no seguinte site:http://www.cempre.org.br/

Lá você encontrará várias dicas, inclusive cooperativas de reciclagem que retiram o "lixo" em sua residência.

Pensar globalmente, agir localmente - Que tal adotarmos esta idéia?

Com certeza o nosso planeta agradece!

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Lendas Brazucogermânicas : A Manteiga


Esta, ouvimos de um grande amigo que fizemos aqui, mas antes de começar a história tenho que explicar uma coisinha:

Manteiga aqui na Alemanha chama-se Butter (pronuncia-se búta)
Portanto Manteiga = Butter (búta) – Gravou?
Agora, vamos ao conto...

Certa vez, uma conterrânea nossa, recém chegada e que não falava nada de alemão, foi ao supermercado fazer sua comprinha.

Desta comprinha, ainda faltava um item: manteiga.
Nossa heroína então pede ajuda a uma funcionária....

- Olhe, tem manteiga aí?
- Wie bitte? - (Claro que a funcionária não entende e pergunta - Como, por favor?)
- Estou querendo manteiga. Tem?
- Wie bitte?
- MAN-TEI-GA , entende não? Quero MANTEIGAAAA.
- Wiiiiie biiittee?
- Cara......mba! É MAN-TEI-GA! MANTEIGA, aquela coisa amarela de passar no pão.

A funcionária , muito solícita, busca os mais diversos itens , claro que menos a manteiga, impaciente nossa brazucaheroína esbraveja:

- PUTA Q..P! - de repente é interrompida.
- Ahhhhh! Butter... (lê-se búta, lembra?) associa a funcionária com a palavra xingada anteriormente.

Finalmente nossa heroína consegue sua manteiguinha, e ainda sai dizendo:
- Afff!!!!Esse povo aqui só trabalha na base do xingo!

Nós não chegamos a este extremo, mas já confundimos algumas coisas na hora da compra.

Mas este conto, ficará para outro dia.

terça-feira, 16 de junho de 2009

Vamos brincar com as fotos?



Eu amo fotos! Não nasci no japão, mas carrego a câmera para onde vou.
Como mãe, não quero perder nenhum momento do meu pequeno, seja com ele puxando a toalha da mesa e derrubando todos os pratos no chão (fato verídico!) ou correndo atrás de algum gato transeunte.
Por isso, a velha câmera está sempre a posto, bateria carregada, fácil acesso, ooopss.... diga X!

Melhor que imortalizar os bons momentos através das fotos, é poder brincar com elas.
E muito melhor é que isso não requer experiência e tão pouco habilidade.

Há diversos sites, onde se pode fazer as montagens que variam de bonitas até divertidas, e isso de forma muito simples e de GRAÇA!

Dos vários sites que existem, selecionei estes:

http://www.insightsnaweb.com.br/meuscrap/
http://www.loonapix.com/pt

Que tal nos aniversários , em datas festivas como Natal personalizar seu cartão ou scrap?

Somente um aviso: Isso vicia, quando você começa não pára mais.

Bom divertimento!

domingo, 14 de junho de 2009

Ah, a linda neve!


Que sensação de paz, ao ver a paisagem branca pela neve.

Não sou fã de “A primeira neve a gente nunca esquece” (sei lá onde ouvi isso), mas é um cenário realmente lindo. Ficamos encantados!

Agora pára tudo! Já sabemos que é lindo, então vamos para próxima página:


Neve derretida = barro para todo lado
Da porta para fora tudo lindo. Da porta para dentro a sujeira é grande.

Nesta época, é costume as visitas tirarem os sapatos ao entrarem em casa.
Mas nós, recém chegados não sabíamos deste parênteses e, eu muito boazinha e educada, dizia: Não precisa tirar o sapato, entre por favor.

Claro que, quando a visita ia embora, “a dona Dita” aqui, ia limpar tamanha lambança no chão.

Mas aprendi minha lição. Em tempos de neve, vamos tirando o sapato galera!

E o frio? Mas frio mesmo! Daqueles de congelar a ponta dos dedos.
Mas se não houvesse “esse frio todo” não haveria a neve, não é mesmo?

Outra lição aprendida: Sol no inverno, não significa calorzinho nem de perto.
Num belo dia de sol (e neve) resolvemos sair para passear, bebê agasalhado no carrinho, coberto até o último fio de cabelo, todos devidamente encasacados.
Mesmo usando luvas, voltamos com os dedos das mãos congelados. Corre por na água quente!
Ah a neve! A linda neve! Muito lindo mesmo, mas passeio no inverno, só se for de carro e muito bem aquecido.

sábado, 13 de junho de 2009

Chegando finalmente




Após 11 horas de vôo, mais uma conexão de 2 horas, o avião finalmente aterrissou em Zuriche.

Pobre das nossas malas! Chegaram despedaçadas. Culpa totalmente nossa que socamos roupas e objetos até não poder mais. Acreditem, trouxemos até o berço e cadeirão nelas.
Imaginem a cena de uma pessoa pulando sobre a mala para fechar. Bom, esses éramos nós.

Mas aproveitando o assunto das malas, gostaria de deixar registrado um agradecimento ao nosso anfitrião (apesar que ele não fala nem entende português) que muito gentilmente nos buscou no aeroporto e nos deixou em casa.

Agradecemos muito pelo esforço e principalmente pela força.

Claro que nós sentimos muito por seus olhos quase terem saltado das órbitas ao pegar nossas destroçadas malas para por no carro.
Mas também deixo registrado que não tivemos culpa por você, gentil anfitrião, ter calculado mal o espaço no carro, sendo obrigado a ter que tirar tudo e arrumar novamente de uma forma melhor.

Será que ele pensará duas vezes antes de buscar alguém de mudança, mala e cuia no aeroporto?

A Partida




  1. Após uma triste despedida de nossos parentes no aeroporto de Cumbica no dia 29/12/2008, seguimos rumo ä nova vida, escolhida por nós.

    Eu não sou fã de aviões, para não dizer apavorada com este meio de transporte, mas no meu primeiro voo internacional, não lembrei deste detalhe...

    Meu lindo bebê de 13 meses, super curioso com tudo e com todos, não parou um momento, e para ajudar sua mamãe esquecer a altitude e longa viagem resolveu dar (ou melhor fazer) uma forcinha, que consistia em borrar a fralda.
    Imaginem minha situação, um bebê que não era muito pequeno e que não pára nem para trocar as fraldas, naquele minúsculo banheiro de avião.

    Lá fomos nós, para o minúsculo banheiro, claro que fui na classe executiva, já que os banheiros da classe econômica tinham fila. Essa tentativa deu certo, mas três pessoas no banheiro não foi uma idéia muito boa, pois não conseguíamos nos mexer – Imagine - eu, bebê e maridinho no cubículo banheiro.
    Depois de muito esperneio e muito suor, conseguimos enfim trocar a famigerada fralda.

    Mas o exercício não pararia por aí, minutos depois o cheiro de cocozinho recém fabricado e embalado na fralda voltava ao ar.
    Desta vez, minha invasão a classe executiva foi descoberta, a comissária mandou-me de volta para classe econômica, e lá fui eu para a fila do banheiro. No primeiro momento, achei que alguém tinha morrido lá dentro, pois a pessoa não saia nunca!

    Ah!!! Finalmente minha vez, lá fui eu trocar a inebriante fralda.

    De volta a minha poltrona pensando em descansar, deixamos o bebê brincando, quando pouco tempo depois... nova fabricação de brotherzinhos! (Hoje penso não foi planejado!)

    O terceiro desafio da troca de fraldas não foi muito diferente do segundo: Fila, demora, aperto...

    Lições que ficaram:

    1. Às vezes, merdas acontecem.
    2. Dois corpos não ocupam o mesmo banheiro de avião (a não ser que o segundo caiba no trocador
    ).

Bem vindo!


Olá caros amigos,

Difícil explicar o motivo deste blog, acredito que escrever seja uma terapia e tenho gosto pela coisa, então por que não compartilhar com vocês alguns pensamentos, experiências e histórias vividas aqui na Alemanha.

Aos poucos estamos descobrindo este país, sua cultura e costumes, a maioria muito positiva, mas algumas coisinhas negativas, afinal ninguém é perfeito.

Quem sabe, alguém aí do outro lado se identifique ou até aproveite alguma linha que seja das nossas experiências.

Enfim, espero que gostem e visitem de vez em quando.

Enorme beijo,
Regi& Cia