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sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Ford Fiesta 1991 – Ame-o ou deixe-o


Passado um mês na Alemanha, fomos descobrindo alguns inconvenientes, por exemplo a história do financiamento.
Precisávamos de um carro, pois encarar o frio a pé não era nada fácil, ainda mais com criança, mas para nossa decepção não podíamos fazer nenhum tipo de financiamento, pois muitas lojas exigem um mínimo de 6 meses de residência no país.

Sem muita grana e querendo economizar para a compra definitiva do nosso carango, resolvemos então alugar um carro.

Através de um colega de empresa, meu maridinho conseguiu por um preço razoável alugar um Ford Fiesta 1991...Por fora estava bem velhinho e acabado... Por dentro idem!

Situação 1:
Dia de pegar o citado automóvel, volta para casa, parada para abastecer.
Como por aqui não existe frentista, cada um que abasteça seu carro.
Meu heróico marido desce do carro, abastece, vai até a lojinha, paga pela gasosa, volta ao carro...ué, a porta não abre? Força de um lado, força de outro sem sucesso, depois de muitas tentativas em vão e de estar quase congelando naquele frio qual a solução? Entrar pelo porta malas, fazer o quê?
Se alguém viu deve ter pensado: - O que este doido está fazendo????

Situação 2:
Domingão de sol, que tal dar um pulo na Suíça, que está super próxima mesmo? Tem um lugar lindo lá e aproveitamos para abastecer, já que lá a gasolina é mais barata, por que não aproveitar?
Lá vamos nós, passeamos, curtimos o dia na volta a paradinha para abastecer, desce do carro (como os frentistas fazem falta) ué, o tanque de gasolina não abre? Força de um lado, força de outro....Ops! A chave quebrou! Sem desespero. Pega o alicate e vai com jeitinho. (olha a fila para abastecer aumentando) Calma, muita calma. Paciência! Prontinho, abriu! Ufa!!!

Situação 3:
Dia de mercado, vamos às compras.
Voltando com carrinho cheio, vamos abrir o porta malas. Ah Não!! (adivinhe só) o porta malas não abre. – Aperta o botão para abrir, tenta com a chave, liga e desliga o carro.
Deixa para lá, põe as compras na frente!

Sem falar que o velocímetro somente marcava 40 km/h e que o carro só começava a aquecer quando estávamos chegando no destino...Aí que frio!!!

Graças a Deus, hoje isso é passado. Já temos veículo próprio. Mas quer saber! Esse carrinho rendeu uma boa história.

domingo, 9 de agosto de 2009

Lendas Brazucogermânicas – Ih! Fiquei trancado...e por fora!

Neste novo conto, nós mesmos somos os protagonistas.
E acabou de sair do forno, pois aconteceu hoje mesmo!

Domingo de sol, um dia lindo para passear, resolvemos dar uma volta com Luiz Gustavo no parque. Quem tem filho sabe, para ir ali pertinho, é necessário várias coisas como, fralda, suco, brinquedo, carrinho de passeio, chupeta, bonezinho para proteger do sol, e mais um etc.

Antes de continuar, um pequeno detalhe que não posso deixar de explicar:
Todas as portas, ou pelo menos a maioria delas, fecham pelo lado de fora sem o auxílio da chave. Basta bater e pronto...está trancada!

Continuando....

Saímos com toda a “tralha” para fora, mas um item importante ficou do lado de dentro, na escada de uso comum: A minha bolsa com a chave da porta.

Conclusão: Jesuuuuussss!!! Estamos trancados do lado de fora!!! E agooooooora??????
Nosso vizinho de apartamento não está em casa, e só temos ele de vizinho, já que são apenas duas residências.

Mas uma coisinha que, não só nosso vizinho, mas a maioria dos alemães fazem, é deixar as janelas entreabertas no basculante.

Então qual a solução? Nosso vizinho não está, mas a janela da casa dele está aberta.... Claro!Basta abrir a janela do cidadão para entrar e abrir a porta. Simples assim!

Pois foi isso que o Anderson fez! Entrou na casa do vizinho pela janela, e como a porta abre por dentro sem o uso de chave, foi fácil sair, pegar a bolsa na escada e abrir a porta de saída.

Ufa!!!! Um final feliz.

Moral da história:

Somos brasileiros e não desistimos nunca!
De meliante e louco, todos temos um pouco.

sábado, 1 de agosto de 2009

Não vou me acostumar – Atravessando a rua

Desde criança aprendemos que devemos parar, olhar para os dois lados e atravessar a rua, não é mesmo?

Nas faixas de pedestres por aqui não é preciso, os carros devem dar a preferência sempre para os pedestres.

Vejo o pessoal atravessando sem pestanejar, mas eu ainda não consigo.
O carro vem, espero ele parar e depois atravesso, o instinto de sobrevivência fala mais alto, ainda mais de quem morou na Grande São Paulo.

Outra coisa é que não ouço buzinas.
Certa vez, eu numa estradinha andando de bicicleta, nem reparei que tinha um carro atrás de mim. Se eu não o visse, provavelmente me acompanharia até ter a oportunidade de ultrapassar, mas buzinar nem pensar.