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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

E lá se vai o verão :´(

O outono já chegou e com ele a gripe. Nós três pegos por este vírus que não nos deixa, já percebemos a mudança do clima. Os dias continuam ensolarados e frios também.

Mas o assunto aqui é outro, o lindo e ensolarado verão. Ah!!! já estamos com saudades do verão, com seus dias mais longos, um calor agradável, crianças brincando nas ruas, pessoas mais felizes...e nós, atentos a tudo, inclusive às roupas usadas pelo pessoal.

Não pudemos deixar de notar a moda predominante e os belos modelidos transeuntes pelas ruas germânicas. Para quem associou “modelitos” a algo feminino, como minissaias, vestidinhos, shortinhos curtíssimos... Acertou em parte.

Vimos muitos shortinhos curtíssimos e apertadíssimos por aí, estilo Carla Perez no início do É o Tchan, mas não vestiam exatamente as moçoilas...

Você, amigo leitor, já deve ter visto
os shorts dos ciclistas profissionais. Os homens germânicos (sim são os homens que usam os minishorts) não se acanham em usá-los, já que a bicicleta é um dos principais meios de transporte, mas por aqui são bem mais curtos e com a almofadinha na parte traseira para aliviar o "popozão" do assento da bicicleta. Então é muito fácil encontrar esses modelos de shorts desfilando em todos os lugares. Outra diferença é que nas competições geralmente são de cor preta, como no verão tudo é mais alegre, podemos ver os rapagões com seus shortinhos em amarelo, verde limão, azul turquesa e por aí vai.

Alguns até usam as calças de lycra, que poderia matar o Zezé de Camargo de inveja, de tão apertada.

Mas não para por aí... Aquela calça jeans velha e surrada no fundo do armário também pode se tornar um belo short, sendo cortada no limite de virar uma micro saia.

O curioso é que esta moda é vista entre os mais velhos, alguns bem atléticos, não posso negar, já outros...

Nas ruas as mulheres são mais comportadas, nas cidades maiores usam biquíni nos parques, nas cidades menores como a nossa, cuidam do jardim de camiseta e calcinha.

Há também os balneários, onde após certo horário, o nudismo é permitido (a galera vai como veio ao mundo na piscina, sauna, etc) além de parques somente para esta finalidade.

Para nós é muita modernidade, não aderimos a nenhum item acima!

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Alemão - Esse idioma desconhecido

Peço desculpas pela ausência. Longe por um tempo, somente agora pude voltar a escrever, então vamos ao que interessa...

Mudando de país, nos deparamos com algumas diferenças e dificuldades, como as leis e costumes.

Mas a principal dificuldade, sem dúvidas, é o idioma.

Para mim, que ainda não sei nada deste "idioma facílimo", muitas vezes o mimiquez é necessário. As conversas ficam até engraçadas.

Por exemplo: A professora do Luiz Gustavo me pergunta se ele está melhor da gripe, então respondo: Luiz ist coof, coof (som de tosse, para dizer que ele está tossindo).

As vezes me sinto uma Tarzã, mas "ugabugas" a parte, brasileira que sou, não desisto nunca, tento me virar como posso.

A dica que deixo é sobre cursos on-line, e (palavrinha que adoro) GRATUITOS.

Um curso que gosto e que achei de fácil compreensão é o Deutsch – warum nicht? (Alemão - Por que não?)

Claro, não ficarei fluente somente com este curso, mas ajuda a compreender expressões e até entender o contexto das conversas.

E o que mais gosto neste curso: A historinha. É uma espécie de rádio-novela que ensina alemão rs rs

O site é este: http://www.dw-world.de/dw/0,,2595,00.html

Que tal uma tentativa? Você pode descobrir que o idioma alemão não é tão difícil quanto pensava.

Ah, antes que me esqueça, em alemão tosse é Husten.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Ford Fiesta 1991 – Ame-o ou deixe-o


Passado um mês na Alemanha, fomos descobrindo alguns inconvenientes, por exemplo a história do financiamento.
Precisávamos de um carro, pois encarar o frio a pé não era nada fácil, ainda mais com criança, mas para nossa decepção não podíamos fazer nenhum tipo de financiamento, pois muitas lojas exigem um mínimo de 6 meses de residência no país.

Sem muita grana e querendo economizar para a compra definitiva do nosso carango, resolvemos então alugar um carro.

Através de um colega de empresa, meu maridinho conseguiu por um preço razoável alugar um Ford Fiesta 1991...Por fora estava bem velhinho e acabado... Por dentro idem!

Situação 1:
Dia de pegar o citado automóvel, volta para casa, parada para abastecer.
Como por aqui não existe frentista, cada um que abasteça seu carro.
Meu heróico marido desce do carro, abastece, vai até a lojinha, paga pela gasosa, volta ao carro...ué, a porta não abre? Força de um lado, força de outro sem sucesso, depois de muitas tentativas em vão e de estar quase congelando naquele frio qual a solução? Entrar pelo porta malas, fazer o quê?
Se alguém viu deve ter pensado: - O que este doido está fazendo????

Situação 2:
Domingão de sol, que tal dar um pulo na Suíça, que está super próxima mesmo? Tem um lugar lindo lá e aproveitamos para abastecer, já que lá a gasolina é mais barata, por que não aproveitar?
Lá vamos nós, passeamos, curtimos o dia na volta a paradinha para abastecer, desce do carro (como os frentistas fazem falta) ué, o tanque de gasolina não abre? Força de um lado, força de outro....Ops! A chave quebrou! Sem desespero. Pega o alicate e vai com jeitinho. (olha a fila para abastecer aumentando) Calma, muita calma. Paciência! Prontinho, abriu! Ufa!!!

Situação 3:
Dia de mercado, vamos às compras.
Voltando com carrinho cheio, vamos abrir o porta malas. Ah Não!! (adivinhe só) o porta malas não abre. – Aperta o botão para abrir, tenta com a chave, liga e desliga o carro.
Deixa para lá, põe as compras na frente!

Sem falar que o velocímetro somente marcava 40 km/h e que o carro só começava a aquecer quando estávamos chegando no destino...Aí que frio!!!

Graças a Deus, hoje isso é passado. Já temos veículo próprio. Mas quer saber! Esse carrinho rendeu uma boa história.

domingo, 9 de agosto de 2009

Lendas Brazucogermânicas – Ih! Fiquei trancado...e por fora!

Neste novo conto, nós mesmos somos os protagonistas.
E acabou de sair do forno, pois aconteceu hoje mesmo!

Domingo de sol, um dia lindo para passear, resolvemos dar uma volta com Luiz Gustavo no parque. Quem tem filho sabe, para ir ali pertinho, é necessário várias coisas como, fralda, suco, brinquedo, carrinho de passeio, chupeta, bonezinho para proteger do sol, e mais um etc.

Antes de continuar, um pequeno detalhe que não posso deixar de explicar:
Todas as portas, ou pelo menos a maioria delas, fecham pelo lado de fora sem o auxílio da chave. Basta bater e pronto...está trancada!

Continuando....

Saímos com toda a “tralha” para fora, mas um item importante ficou do lado de dentro, na escada de uso comum: A minha bolsa com a chave da porta.

Conclusão: Jesuuuuussss!!! Estamos trancados do lado de fora!!! E agooooooora??????
Nosso vizinho de apartamento não está em casa, e só temos ele de vizinho, já que são apenas duas residências.

Mas uma coisinha que, não só nosso vizinho, mas a maioria dos alemães fazem, é deixar as janelas entreabertas no basculante.

Então qual a solução? Nosso vizinho não está, mas a janela da casa dele está aberta.... Claro!Basta abrir a janela do cidadão para entrar e abrir a porta. Simples assim!

Pois foi isso que o Anderson fez! Entrou na casa do vizinho pela janela, e como a porta abre por dentro sem o uso de chave, foi fácil sair, pegar a bolsa na escada e abrir a porta de saída.

Ufa!!!! Um final feliz.

Moral da história:

Somos brasileiros e não desistimos nunca!
De meliante e louco, todos temos um pouco.

sábado, 1 de agosto de 2009

Não vou me acostumar – Atravessando a rua

Desde criança aprendemos que devemos parar, olhar para os dois lados e atravessar a rua, não é mesmo?

Nas faixas de pedestres por aqui não é preciso, os carros devem dar a preferência sempre para os pedestres.

Vejo o pessoal atravessando sem pestanejar, mas eu ainda não consigo.
O carro vem, espero ele parar e depois atravesso, o instinto de sobrevivência fala mais alto, ainda mais de quem morou na Grande São Paulo.

Outra coisa é que não ouço buzinas.
Certa vez, eu numa estradinha andando de bicicleta, nem reparei que tinha um carro atrás de mim. Se eu não o visse, provavelmente me acompanharia até ter a oportunidade de ultrapassar, mas buzinar nem pensar.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Lendas Brazucogermânicas: Na banheira

Apesar do título, posso assegurar que não é lenda, aconteceu meeesmo!
Não posso escrever com a riqueza de detalhes que me foi dito, então resumi assim:

Um dos nossos compatriotas batalhadores, de origem muito humilde no Brasil, veio parar aqui na Alemanha, não por força do destino, mas pelo seu trabalho e perseverança.

Seu início não foi nada fácil, pois como disse, teve uma vida muito humilde e com poucas condições, chegou neste país como estudante, mas sem falar uma palavra de alemão

Primeiro apartamento alugado, que grande vitória! E para comemorar, que tal um banho de banheira bem espumante. Por aqui é comum todo o banheiro ter uma banheira.

Nosso herói abre a torneira para encher a banheira, lembrando as cenas dos filmes onde os protagonistas entram debaixo da espuma, brincam e relaxam! – Vou fazer como a Júlia Roberts naquele filme “Uma Linda Mulher” – pensa.

Banheira quase transbordando de água – Mas com o quê vou fazer a espuma? Se pergunta.

Olha a despensa e encontra vários produtos de limpeza ... Hummm, e porque não? Pega detergente, sabão em pó, desinfetante, sapólio, amaciante e tudo mais que possa fazer espuma.

- Acho que isso serve. Quero muita espuma meeeesmo!

Produtos lançados à água, uma chacoalhada e enfim a deliciosa espuma... Uma musiquinha para relaxar, entra na banheira, brinca com a espuma, bastante espuma, tapa o nariz e vai para baixo d’água... Espera aí...Mas que coceira é essa? Nossa!!! por que o meu ouvido está queimando, que embrulho no meu estômago.

Nosso herói pula para fora da banheira assustado e liga para a polícia pedindo socorro.

No desespero e péssimo alemão, consegue passar seu endereço.
Em sua porta, a ambulância que o leva para o hospital mais próximo, e lá chegando, ninguém consegue compreender o seu problema.

Então o policial lembra de uma conhecida brasileira que mora alguns anos na cidade e pede para que ela vá ao hospital ajudá-los como intérprete de nosso desesperado compatriota.

Quando ela chega, nosso brazucoherói começa a relatar desde o começo todo acontecido, nossa amiga brazuca traduz simultaneamente e... Antes de qualquer atendimento, todos caem na gargalhada!

Graças a Deus, no final tudo terminou bem e nosso herói aprendeu que nem tudo que faz espuma serve para o banho.

sábado, 11 de julho de 2009

Enquanto isso no supermercado...

Talvez você já tenha participado desta cena:
Indo as compras, supermercado lotado você já impaciente, dá mais uma volta no estacionamento e nada de vaga. Mais ao longe, finalmente, a vaga tão procurada, mas vê que algum santo deixou o carrinho de supermarcado lá no meio, atrapalhando.
Tudo bem eu sei, a cena acima foi um pouco dramática.
Mas quem nunca viu um estacionamento de supermercado cheio de carrinhos largados de qualquer forma?

Aqui a coisa é diferente, ninguém deixa carrinho largado a própria sorte no meio do estacionamento.
Depois de guardar suas comprinhas em seus respectivos veículos, todos levam o carrinho ao seu espaço correspondente, aquele cobertinho e que não faço idéia do nome (se alguém souber me diga por favor).
É muito difícil alguém por aqui, deixar o carrinho largado no meio do estacionamento.

Se fazem isso por educação? Não faço idéia!

Acontece que existe todo um sistema , digamos monetário, para se retirar um carrinho:

Você vai até a casinha dos carrinhos de supermercado (batizei assim aquele lugarzinho), onde todos estão presos uns aos outros por uma corrente.

Para soltar o desejado carrinho, é necessário o depósito de EUR1,00 num compartimento desta corrente, dessa forma o carrinho se solta e você poderá fazer sua comprinha feliz da vida.
Detalhe, este EUR1,00 fica preso ao seu carrinho todo o tempo.

Na volta basta deixar o seu "veículo mercadológico" no mesmo local e ter devolvida sua rica moedinha.
Simples assim!